domingo, 17 de maio de 2009

Vik Muniz & "Extraordinary Garbage"

Pra quem não conhece o trabalho desse artista brasileiro radicado em NY, pesquise sobre ele! Vik Muniz é um paulistano que foi pro exterior onde tem seu trabalho muito aclamado. Tem exposição no MOMA e ganhou seu grande espaço por fazer arte usando uma matéria-prima muito conhecida por todos nós: o lixo, restos de computador e similares. Nada mais contemporâneo...

Inicialmente conheci o trabalho do Vik trabalhando na O2, onde em co-produção com a Almega Projects da Inglaterra, produzem um documentário sobre o trabalho do artista: "Extraordinary Garbage" ("Lixo Extraordinário"). No Rio de Janeiro há o maior depósito de lixo do mundo, o Jardim Gramacho e é nesse depósito cheio de moscas, dengue, muito lixo e algumas pessoas trabalhando lá que Vik Muniz extrai a matéria-prima para suas obras. Como um artista sensível à tudo o que pode mudar sua arte, ele faz painéis com imagens de alguns trabalhadores do Jardim Gramacho e o rumo da vida dessas pessoas, que até então são vistas como "lixo" pela sociedade mudam completamente, quando personagem da obra e artista vendem a obra num dos leilões mais importantes de Londres. Esse é o caso de Tião, que aparece no documentário.

Filmado em 35mm traz muitos assuntos à tona como coleta de lixo, exclusão social, orgulho e força individual, os quais caminham juntos com o mercado da arte contemporânea. O lixo volta para a sociedade totalmente transformado. Assim como as personagens deste filme, que também são reinseridos na sociedade completamente transformados.

E para quem está na capital brasileira de cultura, SAMPA, vá ao MASP e não perca a exposição itinerante do Vik Muniz por lá. E para aqueles que não consomem arte por falta de dinheiro, vá nas terças-feiras: o MASP tem entrada gratuita!

domingo, 10 de maio de 2009

Adolescência Rock'n'Roll

Esse meu retorno ao sul do país está me trazendo muitas lembranças. E tem uma em especial que quero escrever já faz um tempo... Lembranças de uma adolescência rock'n'roll. Eu e a Cris éramos unha e carne. A gente se via todo dia no colégio, se ligava todo dia quando chegava em casa, dormia uma na casa da outra todo findi, essas coisas que aborrescente faz. A gente celebrou alguns aniversários do Jim Morrison juntas, a gente pintava a unha de preto e em Galópolis achavam que éramos filhas do demônio, a gente ouvia rock, gritava na "orelha" da aranha, experimentamos muitas substâncias juntas, tínhamos o dia da "puta que o pariu" (ótima!), a gente ria, chorava, dançava livremente, tomamos cada porre de vinho e Green Valey (becks!), a gente lutava contra o mundo por julgar sermos incompreendidas, a gente tinha a cabeça no lugar, queriíamos desbravar o mundo. Nada tão anormal para 2 gurias de apenas 14 para 15 anos.
Num findi desses fui dormir na casa da Cris. Literalmente uns 15 anos depois. Passamos a tarde de sábado olhando as agendas que ela tinha daquela época, vimos fotos, rimos, foi um revival daqueles!!!!! E sabe qual foi a conclusão que eu cheguei: a gente andou, mudou, trocou o penteado, passou por poucas e boas, mas a essência é a mesma, neh Cris?! A gente continua acreditando na bondade humana (eu sempre continuarei!), a gente continua querendo ter um cara especial para ficar juntinho, a gente continua reclamando de morar em Caxias, a gente continua tendo dias de "puta que o pariu" mesmo que não esteja mais marcado nas nossas agendas. As agendas podem ser um capítulo a parte: muito cara bonito colado, época grunge de Eddy Veder, Axel Rose à Kelly Slater, Brad Pitt, Keanu Reeves e afins, muitas frases de impacto, letras de músicas, fotos de praia, guardanapos de lugares legais, mais caras saindo do mar, roqueiros, praia, frases, cores, muitas cores. Cris, a gente continua sendo aquelas garotinhas criativas que gostam de rock e tem muito amor no coração!!!! Simples assim... Foi ótimo olhar para trás e reviver essas lembranças que na verdade são a nossa base. Descobrimos que pensávamos ser super louquinhas das idéias, mas a gente tinha era a cabeça no lugar. Tanto temos a cabeça no lugar que hoje estamos aí: bonitas, fortes, cheias de sonhos, com saúde.
Sabe, concluo que os 30 é a melhor fase da vida. Podemos olhar para trás com um certo saudosismo, mas estamos perto, bem perto de voltar à nossa verdadeira essência da alma para poder realizar a nossa tão falada missão. Dá para entender esse meu pensamento mega intergaláctico espiritualista? Cris, vamos reavivar aquelas qualidades maravilhosas e criativas que temos tanto orgulho!!!! Acho que virar adulto faz ficarmos chatos, rabugentos, velhos... A gente continua aquelas meninas!!! Menos ansiosas (ufa!) é claro, mas a gente tem tanta audácia ainda... E nossos cabelos.... hhhhhmmmm estão bem mais sedosos, não?! (rs) Não interessa quantas dúvidas a gente tente criar ao longo da vida, acredito que devemos sempre estar próximas uma da outra para reavivar aquela chama que a gente tem dentro da gente, amiga. Criatividade, ousadia, alegria, liberdade de expressão, planos de ação, indignação contra os males do mundo, diversão, sinceridade. E tu esses dias me disse que falou pra tua mãe que eu sou uma amiga das antigas que tu tens as melhores memórias, lembra? Acho que isso acontece porque eu assim como tu, tenho essa essência da verdade e da liberdade.
Te adoro, Cris! Vamos cultivar nossa essência para um todo sempre e vamos combinar um chá das 5 quando a gente já não tiver mais esses cabelos sedosos, para que ainda possamos comemorar o dia da "puta que o pariu"!!!!!!
E viva a vida!

P.S.: Cris, hoje é aniversário do Bono Vox. ;-P

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Gripe Suína????

Bah, na boa, a mídia é tão escrava da banalidade que eu ainda me impressiono.

Veja bem, hoje o Banco Central baixou os juros do país novamente e HOJE o Brasil deixou de ser o país com maiores taxas de juros no mundo, mas se falou muito mais na tal gripe Suína do que qualquer outra coisa. Tem cabimento? Parece até que é a epidemia da peste negra, AIDS no ínicio dos anos 90, ou tuberculose no séc. XIX, com a grande diferença de que no MUNDO há pouco mais de 100 casos da doença, eu disse no MUNDO. Mas que sensacionalismo, hein?! Claro que tem que tomar medidas para não espalhar a doença, o que é óbvio que no Brasil a ANVISA tá cuidando, tá cuidando, mas ninguém tá usando máscaras no aeroporto de Garulhos e também não diz quantos funcionários estão trabalhando no controle da doença e isso sim deveria ser noticia nesse país. A falta de responsabilidade de um órgão público como a ANVISA sobre um assunto que o mundo está em alerta, mas voltando ao meu ponto inicial: precisa o mundo estar em alerta? É claro que com o mundo globalizado, com a facilidade de se viajar pro exterior e com as misturas de culturas, é óbvio que uma doença tem mais facilidade de ir para outros países num piscar de olhos. Assim como se pode passar AIDS mais facilmente por esses mesmos fatores, assim como se pode o mau caratismo de políticos, por exemplo, ser exportado para outras localidades e o que é pior o dinheiro que eles roubam são transportados mais facilmente ainda, assim como muita gente no Brasil recebe a reveria LSD que vem diretamente de Londres via Os Correios do Brasil e The Royal Mail, your majesty. E? Tô com essas ultimamente... e? E isso é assunto nacional, mundial, de alta importância? Claro que não! O importante mesmo é a Gripe Suína... E tem outra, já repararam que todo ano tem uma epidemia de alguma gripe quase mortal? Já teve a Gripe Asiática, lembram? Pois é, foi outro alarido mundial, mas alguém conhece alguém que morreu de gripe asiática?

Tô fazendo essa "polêmica" só porque eu acredito que a mídia deveria informar sobre a gripe essa, mas sem alardes, sem dramas. Vamos mostrar as coisas boas que acontecem no mundo também? De quando em vez, só para mudar de assunto? E as curas diárias que acontecem, alguém faz alarde? Os juros baixaram, a justiça foi cumprida, houve uma meditação em massa pela paz e ainda, no mesmo dia, algumas pessoas se protegeram da gripe suína e no Brasil, o Ministério da Saúde já tomou tais e tais medidas e chega desse papo, pronto. É um frisson em cima do Ronaldo Fenômeno, do "Curinthia", da Mulher "Gelatina", da crise mundial, da gripe-não-sei-das-quantas, do final da novela das 8, em cima de qualquer banalidade, mas e as alegrias do mundo? As artes? Educação na TV brasileira nem pensar, neh?

Fica aí meu protesto contra a mídia dramática e sensacionalista mundial, que essa tal de Gripe Suína venha contaminar a cabeça dos povos com mais notícias relevantes.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Eu desejo que todos entendam seus sentimentos.

Eu sempre escrevo sobre lindos filmes e peças de teatro, mas hoje em particular eu quero escrever sobre meus sentimentos... Os quais não são os mais positivos do planeta Terra, mas também não devo ignorá-los por isso.
Eu desde muito nova sou a diferente da família, sou aquela que não quis debutar e ser apresentada à sociedade caxiense, sou aquela que pintava as unhas de preto e escutava rock, aquela que fala dos seus sentimentos mesmo que eles não sejam os mais positivos do mundo, sempre tive que aprender a ser e sempre quis ser independente, sempre tive um gênio forte, pra não dizer difícil, sonhava em morar fora de Caxias desde os 12 anos de idade, sempre fui inconformada, tenho sonhos profissionais estranhos aos meus familiares e aos 30 anos ainda não me ajeitei na vida, até porque não me casei. Vejam isso: Eu não me casei aos 30. Não que eu tenha orgulho disso e que eu ache casamento a maior babaquice do mundo, bem pelo contrário, mas eu não me casei e...? E sei que estou falando de tudo isso porque quero falar de um bloqueio emocional que eu tenho.

Li hoje no newsletter da Kabbalah que eu recebo e diz assim:

A parent who makes a habit out of denying his children's feelings is creating problems for that child down the road.

Today, put your point of view aside and understand where your kid (friend, boss, cousin ... ) is coming from. Empathy teaches kids to trust their feelings and intuitions, and it creates sensitivity to the feelings and needs of others.

E eu descobri que tudo o que eu preciso dos meus pais é "empathy". Sim, sim, eu sei que aos 30 anos eu já não deveria precisar de mais nada deles, mas faltou preocupação com os meus sentimentos desde sempre e isso vai me fazer falta aos 30, 40, 50. Eu consigo entender a razão da minha mãe e do meu pai para isso, mas acho que entender não faz com que esse ponto seja extinguido, puff. E é por isso que eu sinto tanta falta das minhas avós... Elas foram mulheres maravilhosas, sem dúvida, mas o mais importante pra mim era a preocupação que elas tinham com os meus sentimentos. E muitas vezes um cafuné nas costas para dormir e um pão-de-ló quentinho fazia toda a diferença na minha vida. Eu me sinto enrolada em sentimentos que não são meus e que nunca foram falados, expostos e talvez seja por isso que eu desde muito nova tenha aprendido a falar o que eu sinto. Acredito que tudo na vida seja tão perfeito ao ponto de que a falta de "empathy" me impulsione a gritar por renovações e que essa renovação vai beneficiar pessoas que são muito queridas à mim. Quero deixar o sofrimento de lado, quero que todos tenham paz e muito amor para expor. Quero ter filhos lindos para eu ter a preocupação de entender os sentimentos e idéias desse novo serzinho. Isso me fascina, devo admitir. Quero poder sentar com os meus pais e receber um carinho, um elogio, uma mão estendida para o que der e vier. Para alguns esse papo deve parecer uma coisa de outro mundo, mas acontece mais próximo de cada um de nós do que possamos imaginar. As pessoas ficam presas em algum lugar, dentro das regras de algum ditador babaca que todo mundo resolveu baixar a cabeça, saca? O que realmente importa são os sentimentos que guiam nossa razão ao bem, ao amor, à compreensão, à compaixão uns para com os outros. O resto é bobagem! Eu quero que o sol acalente todos os corações que leem esse post hoje e que a lua venha trazer aquilo que está obscuro à tona, para que o sol, na luz do dia, possa acalentar as dores. Eu desejo arduamente que meus monstros sejam vencidos por mim nessa batalha acirrada que eu ando me propondo. Eu desejo que os meus entes queridos coloquem suas bruxas para fora, eu desejo que aquilo que é de mais sagrado, o amor, que ele inunde tudo e todos que estão à minha volta! Eu desejo que os pais de muitas gerações que estão por vir, que eles escutem seus filhos, que eles se preocupem com seus sentimentos, para que cada um de nós consiga viver numa compreensão sublime de paz e amor.

domingo, 26 de abril de 2009

"À Deriva" em mostra paralela no Festival de CANNES 2009


Veja entrevista com o querido Heitor Dhália:





Sucesso O2 Filmes e Heitor!!!!

"Silêncio no set, tem audio rodando."

Bom, depois de 1 mês e meio de trabalho, o circo foi armado e "Os Amigos Bizarros do Ricardinho" estava tomando forma. Passeamos por Viamão com gerador e tudo o mais... Alguns imprevistos, outros encaixes fluidos, uma equipe bem profissional e 3 ótimos diretores maestrando as imagens. Saldo mais que positivo! Valeu as 15h de trabalho diarios, bah se valeu. Conheci muita gente do mercado de Porto, aprendi muito, figurei com meus amigos, me estressei, resolvi, organizei e cada vez que eu parava na frente do videoassist eu gostava muito do quadro que estava vendo. Ponto pra equipe! A RED foi a estrela do set e eu, mais uma vez, senti satisfação.

Logo, logo teremos muitas noticias deste filme moderno, pretensioso, com uma linguagem bem diferenciada para padrões brasileiros. Quero cuidar da conta deste filme!

Parabéns à toda equipe, foi um prazer!


quinta-feira, 16 de abril de 2009

Que agito! Faz dias que eu estou querendo postar e o tempo sempre insiste em fugir. Muitas coisas estão acontecendo: encontros, reencontros, lembranças. São tantas emoções... Quando eu ligo pra São Paulo todo mundo fala que o meu sotaque está forte "as ganha", como diriam os meus, e eu sempre rebato dizendo que agora estou no MEU RIO GRANDE, tchê! Que coisa boa! Rever amigos, conhecer pessoinhas que recém vieram ao mundo, relembrar histórias, falar de momentos, estreitar laços, desvendar coisas, sentir-se em casa e ainda de lambuja, ver os milicos do Colégio Militar correndo na Redenção. hahahaha
Volto em breve com algumas novidades...
Correria.

Keep it in mind:

Trust that there is a force steering you towards what’s best,
and surrender to it.


There is always something good waiting for you.


"We created it, let's take it over!"
Patti Smith


segunda-feira, 30 de março de 2009

Dica Cinéfila - The Royal Tenenbaums (2001)

Um das tarefas que eu mais gosto nessa profissão ralada que eu escolhi é a pesquisa sobre assuntos interessantes. E muitas vezes a minha pesquisa significa ver um filme... ;-P

Um ótimo filme, com ótimos atores, uma direção de arte minuciosa, personagens bem peculiares e uma história de amor entre familiares e agregados. Vale a penaaaaa!!!!!
Direção de Wes Anderson.

SOMOS TODOS UM!










segunda-feira, 16 de março de 2009

Pobre, porém limpinho...

Li isto e preciso repassar a informação... Fica aí o meu protesto!

O cinema em época de crise
Assim que a crise norte-americana foi divulgada, no segundo semestre de 2008, falei com uma amiga atriz, que vive em Nova York há muitos anos. Ela praticamente cresceu lá, então é compreensível que partilhe um bocado da identidade daquele povo. Minha amiga não parava de falar do lado de lá do Skype e eu, do lado de cá, imaginava que, finalmente, os extraterrestres haviam pousado no teto da Casa Branca e faziam o presidente Bush de refém. Parecia que o próximo passo seria dominar a rede de televisão e explicitar suas ameaças ao resto do mundo. Os ETs, provavelmente, estariam sugando os cofres públicos com dragas enormes e estariam preparando a ativação de "ovos" de criaturas adormecidas, deixados na Terra há muito tempo para que agora, finalmente, saíssem das profundezas do magma, a fim de matarem os seres humanos e dominarem o planeta.

Minha amiga é atriz, mas não é desmiolada. Não tanto. Ela apenas achava, como toda a população norte-americana, que a economia ocidental estava acabando, os Estados Unidos estavam desmoronando e, por consequência, havia chegado o apocalipse. Eu tentava acalmá-la, dizendo que o pior que poderia acontecer era voltarmos ao sistema de trocas, à monocultura e à sociedade tribal nômade. Tentava dizer que a crise não ia afetar em nada os bosquímanos na África, nem o matuto que planta tomate em seu quintal, no interior de Minas Gerais.

Mas não adiantou muito. Como disse, minha amiga é atriz e vive em Nova York, único lugar em que a indústria do cinema se desenvolveu plenamente ao longo dos anos como um ramo econômico rentável e poderoso, capaz de influenciar a história da humanidade, além de empregar milhares de pessoas ― desde costureiras e cabelereiros a eletricistas, arquitetos, administradores etc.

Passado o desespero inicial, os norte-americanos começam a aprender a lidar com a moderação e a mudar seus hábitos consumistas que, convenhamos, sempre estiveram em um patamar astronômico e escandaloso, em relação a muitos países ― e não me refiro a países do terceiro mundo. Eles também estão vendo que a pobreza não é uma escolha e que, por pior que seja, não é o fim do mundo.

Depois de todos esses meses, minha amiga já está mais calma. Em todo caso, vem tentar a sorte no Brasil, veja só. É que as produções cinematográficas e audiovisuais nos Estados Unidos foram as primeiras a sofrerem com os cortes orçamentários. Algo bastante previsível, já que, nessas horas, cultura e entretenimento viram "superfluosidades", como diria o Manolito, personagem das tiras da Mafalda.

Nesse sentido, a premiação do Oscar deste ano diz muito. Com um orçamento de 15 milhões de dólares, Quem quer ser milionário? foi o grande vencedor da noite, desbancando O curioso caso de Benjamin Button, que consumiu nada menos do que 150 milhões de dólares em sua produção. Mais do que promover uma discussão em torno da qualidade cinematográfica atual, isso sinaliza uma nova tendência em tempos de crise financeira e manda dois recados: o primeiro deles é que, neste momento, o dinheiro indiano é muito bem-vindo nos Estados Unidos; o segundo é que as produções norte-americanas têm que baixar um pouco a bola, afinal, uma produção cara não é condição necessária para que uma boa história seja contada ― dentre outras medidas a serem tomadas, as estrelas de cinema têm que sair do céu, pôr o pé na calçada da fama e baixar um pouco o valor de seus cachês milionários.

Desde a cerimônia de entrega do prêmio, a Índia vive uma espécie de feriado nacional ou de carnaval brasileiro. Acho que no dia em que um filme nosso abocanhar uma mísera estatuetinha daquelas, faremos o mesmo alvoroço, não só porque isso implicaria o reconhecimento de um produto nacional, mas porque alavancaria a profissão de quem ganhasse.

Aí, os brasileiros começam a sonhar: se os indianos ganharam o Oscar com 15 milhões, falando sobre um favelado, nós podemos ser os próximos. Bem, favelado é o que não falta no nosso país. Já os 15 milhões para fazer filme... Se o Brasil chegar a ganhar um Oscar, a comemoração deverá ser ainda mais emocionada, já que nossos filmes, quando muito, conseguem ser feitos com 5 milhões. De reais. Na verdade, boa parte da nossa produção não passa de 3 milhões de reais. Falo daquelas produções chamadas "independentes" que têm que pedir permissão à ANCINE e, em seguida passar o chapéu, batendo à porta de tudo quanto é empresa e esmolando um pouquinho de contribuição para o lanche do ator principal.

Como disse, uma produção cara não garante que um filme conte uma boa história. Mas um orçamento risível como o nosso dá menos garantia ainda.

Neste exato momento, determinado filme brasileiro, cujas filmagens se deram no sertão da Bahia, está sendo finalizado. Ouvi boatos de que seu orçamento gira em torno dos 20 milhões de reais, o que é uma fortuna para os padrões nacionais. Isso permitiu não apenas a contratação de um grande preparador de lutas marciais, conhecido mundialmente, como também assegurou a utilização de bons equipamentos, remuneração adequada para toda a equipe, contratação de uma direção de arte e de fotografia de tirar o chapéu e por aí vai.

O problema é que, meses depois, a cidadezinha usada como locação recebeu a equipe de produção de um outro longa metragem brasileiro. O orçamento, desta vez, é bem mais modesto e não chega a 3 milhões de reais. Preciso dizer que a tarefa mais árdua tem sido fazer a população local entender por que, desta vez, não se pode pagar valores maiores para a figuração, aluguel de casas, diárias de pousadas, pagamento de refeições etc?

Enquanto o Oscar faz os norte-americanos entenderem que devem reduzir os custos em tempo de crise, o cinema brasileiro vive uma crise permanente, independentemente de como anda a economia do nosso país. É que, infelizmente, essa condição se deve menos à falta de dinheiro no Brasil do que à falta de visão de políticos, empresários e administradores, que não percebem os benefícios de uma produção cinematográfica para a sociedade. Além de gerar muitas vagas de trabalho temporário, mobilizar a economia local e promover o turismo, os filmes divulgam a identidade e os valores de um povo, atraem público em festivais e mostras e têm potencial para ser usados no setor da educação.

Aí, você me diz que o cinema nacional é ruim. E que, exceto por Se eu fosse você e 2 Filhos de Francisco, os filmes brasileiros não dão bilheteria. Vamos por partes, como já disse Jack, o estripador...

O cinema no Brasil tem sua origem nos cinejornais e nas radionovelas. Por um tempo, espelhou-se nos musicais de Hollywood, mas o que fez sucesso por aqui mesmo foram as chanchadas, as pornochanchadas e as produções que não guardam muita diferença daquelas que são feitas para TV. Não menciono os filmes do Cinema Novo, do Udigrudi e outros movimentos "alternativos". O que sempre atraiu o público aqui foram as comédias escrachadas, cujo enredo não traz complexidade e que costumam ser esquecidos assim que o sujeito deixa a sala de cinema. Então, a gente questiona se a qualidade dos filmes é ruim porque o povo só quer ver filme ruim ou se o público vê filme ruim porque não há nada melhor para se ver. Não sou eu quem vai responder a essa pergunta jurássica. Só o que posso dizer é que ela resume os dois principais problemas do cinema brasileiro: a distribuição e o roteiro.

A distribuição é um tema já batido nos círculos cinematográficos. Todo mundo sabe que é muito cruel disputar com as superproduções norte-americanas de 150 milhões de dólares. Do mesmo modo, é difícil disputar com um filme feito e distribuído por uma grande distribuidora. São justamente esses filmes os que têm mais grana para torrar com sua divulgação. Consequentemente, eles atraem mais o público e permanecem por mais tempo em cartaz.

Já o roteiro é um tema tabu. Dizer que não temos bons roteiros é pedir para levar uma pedrada nos festivais de cinema do país. Mas a verdade é que, no geral, não temos mesmo bons roteiros. Isso se deve à falta de formação e de reconhecimento da profissão no Brasil. Mal temos cursos de graduação em Cinema, que dirá uma formação superior e especializada em roteiro. O resultado disso é que nossos filmes são escritos por profissionais de áreas afins, oriundos, sobretudo, da TV e da literatura. Só que televisão e literatura não são cinema e, na maioria das vezes, o texto que se apresenta para uma equipe de filmagens não foi trabalhado à exaustão, como deveria, e está cru, mesmo que a intenção seja boa.

As técnicas empregadas na construção de uma história são determinadas, em parte, pelo suporte midiático e orçamento (ou por restrições orçamentárias). Existem ainda outras condições que determinam a duração da narrativa e o modo como esse tempo e o tema serão distribuídos na tela.

Além disso, cinema é uma atividade muito cara ― mesmo para a nossa média de 3 milhões de reais ― e, por isso, nenhuma frase de um roteiro pode ser gratuita. Isso faz com que sua escrita seja um trabalho demorado e minucioso, ao contrário de roteiros de tv, que lidam com o imediatismo.

Como se não bastasse o imediatismo, os índices do Ibope também interferem nas histórias contadas na tv. Por isso, não é raro que o público perceba quando a trama se arrasta numa embromação sem fim ou, ao contrário, muda do dia para a noite, com a inserção ou a morte abrupta de personagens, acontecimentos radicais e um deus ex machina no final, ingrediente que salva todo mundo de uma única vez.

Quanto à literatura, a diferença é ainda maior. Só o fato de não podermos usar o tempo passado, o futuro, adjetivos, períodos longos e fluxo de consciência nas ações e rubricas de um roteiro cinematográfico já mostra o quanto o cinema é mais pobre, em termos verbais.

Escrever e publicar um livro também é algo bastante pessoal; as decisões concernem basicamente ao escritor e ele faz o que lhe der na telha. Já o roteirista de um filme é a primeira engrenagem de um sistema muito maior, e a história que inventa só se torna uma obra de verdade depois de passar por uma infinidade de gente que acredita naquilo que ele escreveu e que dará a sua contribuição profissional. O trabalho, como se vê, é coletivo, por mais que a idéia inicial tenha sido sua.

As diferenças entre tv, cinema e literatura são enormes e merecem uma crônica própria. Eu mesma tive dificuldades em aceitar que elas existem e que, de fato, precisamos investir na formação de roteiristas no Brasil. Essa é, sem dúvida, a forma mais barata de se investir no cinema nacional. Precisamos aprender a explorar todas as formas possíveis de narrativas visuais e absorver o máximo de técnicas de escrita de roteiros ― até mesmo para poder subvertê-las e recriá-las ao nosso modo.

Só com muita criatividade e conhecimento técnico poderemos fazer com que nossos 3 milhões de reais médios sejam capazes de concorrer com produções estrangeiras caras, em que uma única cena de um submarino atacando um rebocador, por exemplo, custa mais do que um longa-metragem brasileiro.

E os norte-americanos é que dizem que estão em crise...

Pilar Fazito
Belo Horizonte, 16/3/2009

domingo, 15 de março de 2009

Festival de Verão do RS de Cinema Internacional

Estou um pouco atrasada, mas ainda dá pra aproveitar:

Em sua quinta edição, o Festival de Verão do RS de Cinema Internacional acontecerá pela primeira vez em março. Entre os dias 12 e 19 uma farta programação será oferecida neste final de verão, com o intuito de lotar os cinemas gaúchos no retorno das férias. Realizado em sua maior parte em porto alegre – capital com maior número de salas de cinema por habitante no Brasil – o evento não se limita à cidade e leva uma diferenciada seleção de filmes a importantes municípios do interior e também a cidades que não possuem salas, através de exibições com projetor móvel. Uma forma de democratizar e popularizar o acesso à arte cinematográfica, alcançando espectadores aonde quer que estejam. Durante uma semana a programação do evento se multiplica por diversas salas, espaços abertos e pontos alternativos. Os municípios que farão parte dessa edição são: Porto Alegre, Caxias do Sul, Erechim, Santa Maria, Rio Grande e Guaíba. Para este ano, estão previstos mais de 40 filmes de distintos países, todos inéditos no estado. O festival oferece ao público, além das tradicionais sessões, aulas magnas, workshops e sessões comentadas, onde diretores, produtores e atores convidados se aproximam do espectador e juntos realizam uma rica troca de ideias. Muitas dessas atrações, que compõem a programação paralela do festival, oferecem acesso gratuito ao público. Para se inscrever nessas atividades, os interessados devem procurar a central de informações do evento, que estará aberta a partir do dia três de março, das 14h às 20h, na Casa de Cultura Mario Quintana. A central funcionará até o dia 19, e lá também é possível receber mais informações sobre a programação. O melhor da cinematografia do Brasil e do mundo em mais uma oportunidade imperdível, uma marca de qualidade no início da temporada cinematográfica 2009!

Entre no site: 5o. Festival de Verão do RS de Cinema Internacional

terça-feira, 10 de março de 2009

Please to meet you, I hope you guess my name

Pra EU me redimir do péssimo humor de ontem, hoje posto novas fotos que foram para a mídia dos meus queridinhos da música: Beatles e Rolling Stones.









segunda-feira, 9 de março de 2009

MIM não conjuga verbo, PORRA!

Assim ó, desculpem aí o mau humor do post, mas PUTA QUE O PARIU. Em Caxias TODO mundo fala "MIM", cacete. MIM o quê, indiada? Desde a minha mãe até o cara no bar te dando uma cantada, TODO mundo usa:

- "Ela falou pra mim comprar o feijão que ela cozinha pra mim..."
- "Eu tava com tudo programado pra mim trabalhar lá esse semesntre e me deixaram pra trás..."
- "Gatinha, porque que tu não dá um sorrisinho pra mim ir pra casa feliz?"

PRA MIM O QUÊ, PORRA?

Como eu posso levar as pessoas a sério? A gaúcha que está no BBB09 também fala essa merda de "pra mim alguma coisa". MIM não conjuga verbo, PORRA! E eu também falava errado, a gente fala assim aqui no sul, mas daí eu me questiono: como eu consigo mudar meu jeito de falar? como eu consigo melhorar, evoluir, passar para o próximo erro de português? As vezes me pesa tanto o fato de eu ter ido pra Londres, depois pra São Paulo, ter procurado uma independência desde muito nova, ser "corajosa" e todo aquele blá, blá, blá. Isso na verdade me pesa porque me distanciou da minha família, porque me tornou uma pessoa com habilidade de conseguir mudar um vicio de linguagem, porque me fez ver e ouvir habitos novos. Isso nunca deveria ser um peso. NUNCA!

Tudo bem, eu continuo sendo a corajosa, estranha, mas no fundo fico grata por falar "PRA EU GOSTAR, PRA EU CRESCER, PRA EU AMAR, PRA EU MUDAR, PRA EU VOAR, PRA EU, PRA EU, PRA EU".

domingo, 8 de março de 2009

Kabbalah Tune Up

The power of miracles is available to us at every moment.

There are many practical steps you can take to connect with this power. They all involve finding excitement and beauty in the permanent and lasting gifts of the Creator.
  • Begin the day with gratitude
  • Realize that life itself is a miracle.
  • Recognize the precision and wonder of nature.
  • Seek the Light in every person you meet.
  • Identify the Light in all things.
Exercise these five steps today and you will have the power of miracles on your side. Create the unthinkable - for yourself, for your loved ones, and for the world.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Spiritual Energy System by Alex Grey

The LIGHT




There is a Light that shines
beyond all things on earth,
beyond us all,
beyond the heavens,
beyond the highest,
the very highest heavens.
This is the Light that shines in our heart.

One







"When you make the two one,
and when you make the inside like the outside
and the outside like the inside,
and the above like the below,
and when you make the male and the female one and the same...
then you will enter the Kingdom of God."

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Talk Fims/SP - marketing gratuito

Devo dizer de antemão que eu não tô ganhando nada com isso... Mas conheci os garotos e a garota desta produtora, chamada Talk Films e acabei de ver o reel deles na internet. Quis dividir este conteúdo aqui no blog para mostrar o trabalho de uma galera que faz a coisa acontecer em Sampa, sem ser os peixes-grandes do mercado. Inovador, criativo, moderno e dinâmico, como Sampa.

Curtam ae:



Vejam também o último clipe do diretor Ricardo Laganaro, para a banda NX Zero "Daqui pra Frente", que mistura conteúdo de video e internet. Conta a história de Julia, uma adolescente que briga com a mãe e o namorado, pega seu skate e se lança numa aventura pelas estradas brasileiras. Um “road clipe” que termina de forma surpreendente e tem sua continuação na mini série de 16 espisódios que será lançada na internet, contando o que aconteceu com Júlia, que registros e confissões ela fez em sua jornada e como acabará essa aventura. Bom, o video a gravadora tirou do ar... (malditos direitos autorais - Universal Music), mas uma parte do conteúdo pra internet segue aí:



quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

"Das auto", propaganda da Volkswagen

Toda vez que eu assisto essa propaganda, eu dou risada, não tem jeito. Isso pode acontecer por causa do meu ex-chefe, o alemão judeu que tenta arduamente aprender as gírias brasileiras, mas o sotaque não nega sua raça... (rs). Daí, fui procurar a ficha técnica do filme publicitário para postar aqui no blog e que que eu descubro? Que quem assina a direção deste filme é o Fernando Meirelles. Daí, eu entendi tudo! Assistam e deem boas risadas:
P.S.: segue abaixo ficha técnica do filme para os interessados.



Ficha técnica

Criação: Gustavo Sarkis, Renato Fernandez. André Kassu e Marcos Medeiros
Diretor de criação: Marcello Serpa, Dulcidio Caldeira e Luiz Sanches
Diretor de arte: Marcos Medeiros
Redator: André Kassu
Fotografia: Manolo Moran e Alexandre Ermel
Produtor gráfico: José Roberto Bezerra
Atendimento: Fernão Cosi, Tiago Lara e Aline Macedo
Direção de cena: Fernando Meirelles
Produtora de filme: O2 Filmes
RTVC: Egisto Betti
Trilha: 1927 Audio
Finalizadora: Tamis Lustre
Produtora de som: Tesis
Planejamento: Cintia Gonçalves, Caio Casseb e Renata Bonilha
Mídia: Zuleide Rampazzo, Daniele Valle e Wagner Dobner
Aprovação pelo cliente: Flávio Padovan, Marcelo Olival e Herlander Zola

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Chora cavaco!



Essa é pra inglês ver e se ajoelhar! rs

Foi Carnaval no Brasil...

Quarta-feira de cinzas... e mais um carnaval aconteceu no Brasil. Em geral os brasileiros não pensam sobre o assunto e gostam mesmo é de bancar os machões sejam nordestinos, campinenses ou até mesmo pelotenses (fazendo jus à fama), mas o Brasil é o único país do mundo onde por 5 dias ao ano todos exaltam, engrandecem e ainda esperam ansiosamente 360 dias para ver homens vestidos de mulher e mulheres mostrando seus silicones por aí. Bom, mas as mulheres no Brasil mostram seus silicones e bundas na TV o ano todo, acho que o frissom do canarval mesmo são os homens...
E em Salvador? Aquele esfrega, esfrega, aquele sacode, sacode, muita bebida, sexo e axé. Na boa, não sou puritana, nem santinha do pau oco, mas eu acho função demais pra minha cabeça. Antagonismo demais para um país tão católico e tão cheio de preconceitos morais, um país tão conservador e antiquado quanto o Brasil. Alguns leitores podem achar que eu estou devaneando: "Brasil, um país conservador", mas se assim o pensar, eu lhes desafio a pesquisar sobre outras culturas por aí afora e depois a gente discute a minha loucura, ok? E voltando ao carnaval, não pensem que eu acho tudo um horror, poxa, o som da bateria que uma escola de samba faz, a musicalidade desse carnaval tão rico é indiscutível, o poder e o entusiasmo que a musicalidade carnavalesca geram. E as marchinhas de carnaval? Também são uma delícia de se dançar e escutar. E fora a musicalidade e o trabalho artístico das escolas de samba, com suas pesquisas para o enredo, figurinos, carros alegóricos, produção de todo o desfile, samba no pé, contação artística de uma história. Agora, fora isso, o que sobra? Sobram vaidades, criminalidade, tudo-se-pode-sem-se-preocupar-com-nada-em-5-dias, sobram ilusões de prazer, competições bundistícas, muita sujeira no chão, desperdício e muita história para contar para seus amiguinhos de facul, trabalho ou até mesmo para a mídia. História de glória, de benfeitoria, histórias de amor, de evolução, consciência, paz e compaixão???? Na maior parte dos casos não!!! Mas eu me pergunto se as histórias que eu acima mencionei são histórias babacas, sem valor, de nenhuma importância ou se são a verdadeira essência da vida? Então, toda a função de um ano inteiro para viver a ilusão do carnaval é na verdade aquilo que realmente tem valor? Na boa, nunca gostaria de acabar com o desfile das escolas de samba do Rio e de São Paulo, nunca! Isso é um show e tem que continuar... Mas eu gostaria de parar com o desfile de Globais e bundas malhadas, isso sim. Cadê as passistas deste Brasil, as mulatas e os homens com samba no pé?
Eu exterminaria o carnaval da Bahia, por exemplo. Pra quê carnaval? Pra mostrar a Claudia Leitte tirando leite para dar para o seu filho de dias de idade? Que marketing barato, hein Claudia Leitte, tu não precisa disso... Sem contar que na Bahia há festa 300 dias por ano... Por qual razão só em 5 desses dias chamamos de carnaval? Não estou falando mal dos baianos, mas é a pura verdade... E nãome levem à mal, o que eu conheci da Bahia, eu amei! Mas existe pré-carnaval, pós-carnaval, carnaval de inverno (eu nem sabia que existia inverno no nordeste...) e devem existir muitos outros carnavais que eu nem estou inteirada do assunto.
Na verdade, o que eu gostaria de acabar são com as vaidades, com as ilusões passageiras, com essa constante preocupação de malhação do povo brasileiro e da falta de intelecto, de conhecimento, de um mínimo gosto pela leitura. Pra quê estudar se o que aparece mesmo é a bunda e o silicone, neh povo? Numa certa emissora de TV, eu vi os bastidores de uma das noites no camarote da Daniela Mercury (Salvador), que pelo jeito inovou esse ano fazendo muitas noites com músicas diferentes além do chatinho do axé baiano (ponto pra grande cantora Daniela Mercury!!), e quem estava apresentando os bastidores dessa noite era a desprovida de cérebro pensante: Carla Perez. Meu Deus do Céu, que anta a coitada! Só deu gafe, só falou merda, não perguntou nada que prestasse, o coitado do Selton Melo teve que tomar as rédeas da entrevista dele para o assunto CARNAVAL, pois a entrevistadora em questão só falou de cinema em pleno camarote de carnaval. E olha que escrever aqui que ela falou de "cinema" é quase um elogio pra coitada. E pensar que a bunda mais rebolante deste país agora apresenta programa para as crianças... O que será do futuro deste país?
Outra coisa que eu não tiraria do carnaval brasileiro, é a beleza da mulher brasileira. Sim, as fantasias são lindas e são dignas da nossa beleza, exaltam nossas belas curvas e nosso gingado. O que eu não consigo achar bonito é a preocupação exclusiva com malhação e regime para exibição e competição no carnaval, vocês conseguem ver a diferença sutil entre uma coisa e outra? Na Sapucaí esse ano eu vi muitas mulheres parecendo homens de tão malhadas, isso é horrível e sem contar que homem gosta mesmo é de mulher feminina, quem se importa com algumas celulites??? Mas talvez eu é quem tenha preocupações sublimes demais, como a evolução da minha consciência, emanação de amor, a propagação da criatividade e das artes, boa música e sentimentos verdadeiros e não ilusões passageiras. Pensem sobre isso, para que o carnaval de 2010 seja repleto de sensualidade e muita inovação cultural e musical e menos bunda malhada, acompanhada de uma vaidade fútil...
Até o próximo carnaval e bom Gala Gay, no país dos machões do futebol.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Utopia ou simplicidade?

Não sei se é um sonho ou se são lembranças de um outro tempo, só sei que eu estava acostumada a acordar ao som de uma orquestra de pássaros. Pássaros de Bach, Vivaldi, Strauss e até mesmo Villa Lobos. Mas aqui acordamos de forma diferente... Os barulhos urbanos são desarmoniosos, em grande quantidade e incomodam sutilmente os pensamentos. A água caindo nas pedras, as folhas das árvores movendo com o vento, os pássaros num uníssono ensaiado, alguns insetos, outros animais se juntam, as flautas dos anjos, o pólem do amor se espalhando e o próprio barulho do vento a levar a paz eterna são bem mais sutis e bem menos irritantes que o som dos inventos humanos. As galinhas acordam ao nascer do sol, e concordo que seu cocoricar pode atrapalhar o sono daqueles que não estão sincronizados com este relógio natural , mas veja bem, em centros urbanos , seja esse centro muito grande, médio ou até mesmo pequeno, os caminhões, ônibus de transporte público, metrôs, carros e motos com suas surdinas estouradas acordam bem antes que as galinhas. isso quando ainda nem foram dormir. Tudo bem, ninguém está aqui para julgar horários e costumes, só me indago pois vejo muitos inventos de pouca utilidade e muito ruído por aí. Carro a gasolina, álcool ou até a gás... Pra quê? Existe um lugar onde as "pessoas" pensam nas outras e se teletransportam para tomar café da manhã com um amigo ou familiar que há tempos não visita. E ainda, em pesamento você leva o pão de ló fresquinho para o café, o pãozinho saído do forno e alguns pássaros ainda o acompanham para deixar o clima do café um tanto quanto bucólico. Utopia? Não! São lembranças... Ninguém acorda com a buzina de algum ser já muito nervoso com o trânsito ou com a própria vida às 6:35 da matina (há quem consiga ser tão nervoso nesse horário, acredite!) ou com o estremecer de um caminhão que passa pela avenida da cidade nesse mesmo horário. Ninguém de onde eu venho acorda assim. E esse grunhido de alerta quando um ônibus, caminhão ou qualquer similar está dando uma ré? Qual foi a mente estressada que inventou isso? Não seria mais prazeroso que um lindo arco-íris envolvesse o meio de transporte em questão para que todos soubessem quem este está dando marcha ré? Mas posso ir mais além ainda, questionando a falta de criatividade e a falta de confiança dos humanos em inventar objetos gigantes de ferro, metal, plástico para poder se locomover. Não somos poderosos o bastante para transportar o peso do nosso próprio corpo sem ter que inventar mil aparatos para realizar tal tarefa? Utopia ou simplicidade? As cigarras poderiam cantar em paz e a gente poderia escutar suas canções a cada dia. Os ventos poderiam soprar e poderiam acalmar nossos pensamentos sem nenhum impecilho. O sol poderia nos energizar sem que isso pudesse tornar-se nocivo a nossa pele. E por fim, os belos e inúmeros pássaros poderiam saudar cada novo dia cantando uma canção bem suave em bocca chiusa e enquanto isso você poderia colher flores e frutos para pôr a mesa, pois aquele convidado especial de todos os dias estaria logo, logo chegando e assim que o sol for tomando força, os pássaros reunem-se com outros parceiros da natureza e no momento exato da sua refeição com seu irmão especial, a sinfonia já estaria harmoniosa e completa. Bem melhor do que acordar com buzinas, televisões e noticiários de assassinatos, sem contar as freadas, as paradas dos caminhões a cada sinaleira e as estremecidas da sua cama por conta dos inventos urbanos, não?
Viva a utopia e a simplicidade dos sons da natureza!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

"Som & Fúria" divulgação em Caxias

Quarta passada, dia 11/02/09 saiu no Pioneiro divulgação sobre minha participação na minissérie "Som & Fúria". Segue abaixo o que saiu no blog do Carlinhos Santos do 3X4.

Divulgação Cacá Meirelles
A 3por4 impressa de hoje mostra como será o visual da minissérie Som & Fúria, que Fernando Meirelles produz para a Globo. Viviane Rasia Cardoso, a atriz caxiense que trabalhou na O2 Filmes e atua na série, contou que ficou impressionada com o esmero do diretor na hora de comandar sua equipe. Meirelles, segundo Viviane, surpreende pela delicadeza e humildade, além de saber exatamente o que quer em cada take. Outra coisa bacana é que foi ele mesmo quem quis rodar essa história no Brasil. Originalmente ela foi exibida no Canadá, com o título de Slings & Arrows. Meirelles viu, gostou e deteminou-se a trazê-la para o Brasil. Para tanto, chamou o roteirista Bráulio Mantovani, com quem fez Cidade dos Homens, para a adaptação. Som & Fúria também inaugura algo inédito na Globo: a terceirização total da produção. E, no cômpito geral desse papo, quem sai ganhando é o público, que certamente verá qualidade na telinha.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Yoga - Saudação da Lua

De volta a prática do yoga e em homenagem à lua cheia, lá vai um video sobre a Saudação da Lua. Pra quem quiser uma dica, também façam a Saudação ao Sol, muito revigorante.
AMO!!!!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Entrevista com Fernando Meirelles - VEJA fev/2009

Eu sempre fui fã do Meirelles. E depois de trabalhar perto dele, eu fiquei não só fã, como descobri que ele é um homem humilde, com uma família linda e também é o cara que veio abrir as porteiras do cinema brasileiro. A entrevista mostra um pouco do seu caráter. Ele mostra todo o conhecimento que ele tem da indústria internacional e como ele se engaja para a evolução do nosso cinema, também mostra a sua simplicidade e a ausência de um ego vaidoso (tão comum neste meio... haja saco!) e ainda fala da crise e sugere um ajuste em relação à formação do público cinéfilo no Brasil. In Meirelles, I trust! (rs) E sem mais babação de ovo, só fiquei chateada em saber que a minissérie "Som & Fúria" só vai ao ar em julho... Terei que esperar até lá... ooommmmnnnn

Aproveitem a entrevista:

Por Luiz de França

Ele assina a direção de cinco longas e a produção de outros três. Cidade de Deus, de 2002, seu terceiro filme, lhe rendeu notoriedade internacional, indicação ao Oscar de melhor diretor e um convite para rodar O Jardineiro Fiel (2005). Seu último filme, Ensaio Sobre a Cegueira (2008), abriu o Festival de Cannes. Apesar da recepção morna da crítica, conseguiu levar cerca de 900.000 espectadores aos cinemas só no Brasil. Com currículo invejável, Fernando Meirelles, também produtor de minisséries de TV, agora acrescenta mais uma função na sua ficha de serviços prestados ao audiovisual brasileiro: a de curador. A nova tarefa é fruto de um assunto sobre o qual o diretor pensava havia algum tempo: a falta de uma aproximação maior entre diretores, atores e o público nos lançamentos dos filmes brasileiros, prática bastante comum em outros países e pouco utilizada aqui.

Dono, em sociedade com a Pandora Filmes, de um dos cinemas mais tradicionais de São Paulo, ele chamou para si essa responsabilidade e resolveu selecionar um filme para cada mês do ano e convidar os diretores e atores para debaterem com a platéia na série Encontros HSBC Belas Artes. O projeto começa na próxima terça-feira, com a presença do diretor Maurício Farias, de Verônica, que estreia nesta sexta-feira. A atriz Andrea Beltrão também participa do encontro. Em entrevista a VEJA.com, Fernando Meirelles fala sobre a nova experiência e sobre os possíveis reflexos da crise financeira mundial na produção cinematográfica do país. Ele também discute a dependência do cinema brasileiro dos incentivos do estado e seus próximos projetos:

Qual é o objetivo dessa série de encontros com os diretores?
A proposta é fazer a estreia de um filme na sexta-feira e, na terça seguinte, contar com o diretor e quantas pessoas do elenco a gente conseguir trazer para debater o filme após a sessão com a plateia. Inicialmente, eu ficarei de mediador. É algo que não tem muito no Brasil e é muito comum lá fora. Eu, particularmente, participei muito desses tipos de encontros nos Estados Unidos. Cheguei a fazer quatro em um dia, eu e o elenco do filme numa espécie de caravana. Fazia um cinema, terminava e seguia direto para outro cinema, e assim ia fazendo outro e outro.

Foi daí que surgiu a idéia?
Sim. Eu sempre questionava porque ninguém fazia isso aqui no Brasil com regularidade. Daí eu pensei: eu tenho um cinema e sou amigo de todos os diretores e atores, por que não fazer eu mesmo? Liguei para a pessoa que cuida da programação do cinema, mandei e-mails para os diretores e todos toparam. A intenção é tornar isso permanente durante todo o ano.

É uma maneira também de criar público para o cinema brasileiro?
É uma estratégia muito utilizada pelas distribuidoras para os lançamentos dos filmes nos Estados Unidos, e funciona. Eles gravam, vai ao ar na internet, saem notas nos jornais. Se as distribuidoras daqui passassem a adotar esse esquema seria ótimo. Acho que ainda vamos chegar lá. Para o público que gosta de cinema, como aqueles que frequentam o HSBC Belas Artes, que é uma espécie de cineclube, é uma possibilidade fantástica. De repente, você vê a atriz morrer no filme e ao ligarem as luzes ela estar ali na sua frente para conversar sobre as impressões do filme com você.

E como é para o diretor essa experiência de conversar com o público?
É uma delícia pegar um público normal, que assiste cinema com atenção, e sentir o que eles perceberam no filme o que funcionou e não, coisas que eles acharam que o filme queria dizer e você nunca tinha imaginado aquilo. Eu acho que também deve ser legal para a plateia porque as três experiências que fizemos lá no HSBC Belas Artes - com o meu Ensaio Sobre a Cegueira, Feliz Natal, do Selton Melo, e o filme dos Titãs - lotaram.

Como o senhor lida com a crítica?
É chato trabalhar dois anos em um projeto, pensar exaustivamente sobre cada linha, sobre cada inflexão, como a luz vai cair, sobre o tempo que demora a pausa, aí um cara vai lá e em uma hora e meia dá seu julgamento. Sempre quando um diretor de filme lê a crítica, a primeira sensação é de que o crítico não viu nada, não enxergou nada, porque tem tantas intenções lá. E é claro que ele não conseguiu ver porque você ficou dois anos pensando naquilo, falou com o autor do livro e o cara em uma hora e meia já escreveu. A sensação que o diretor tem é que esse cara é um idiota, porque não entendeu meu filme. Ele pode até ter razão. Estou falando da sensação de quem recebe. "Como é que ele não entendeu o que eu disse? Eu disse, mas ele não entendeu." No começo me incomodava muito. Agora, aprendi a não me incomodar.

Como foi com Ensaio Sobre a Cegueira?
Tomou porrada pra caramba. Mas não li nenhuma crítica, pois fui aconselhado a não ler. Só lembro da primeira crítica, que encerrou o texto dizendo que o filme não deveria ter sido feito. Ora! Um filme que fez 900.000 espectadores no Brasil certamente tem algum interesse. Então incomoda receber uma crítica dessa.

A atriz americana Meryl Streep disse recentemente que a crítica cinematográfica está ficando cada vez mais irrelevante, levando em consideração a voz que a internet tem dado às pessoas de ecoarem suas opiniões através de blogs, fóruns e sites sobre cinema. O senhor também acredita que a crítica está mudando de papel?
Sim. Acho que não só a crítica, mas acho que as pessoas que eram detentoras da informação estão ficando cada vez mais desimportantes e nunca mais vão ter a importância que tinham há dez anos. A versão delas vai ser apenas uma entre tantas outras.

E como lidar com essa variedade de opiniões?
Você acha a fonte que mais confia e lê, mas é preciso sentir se há imparcialidade. Se eu percebo que está sendo parcial, eu paro de ler imediatamente, porque aí ele não está me informando, e sim me passando apenas o ponto de vista dele. Daí eu prefiro partir para um outro ponto de vista, talvez mais parecido com o meu.

O brasileiro vive um momento de desinteresse pelo cinema nacional?
Eu não acho. O campeão de bilheteria nessas últimas três semanas é o brasileiro Se Eu Fosse Você 2, que já passou dos 4 milhões de espectadores. No ano passado, o cinema brasileiro fez 10% do share de mercado, o que é razoável. Esse ano vai subir. Só o filme do Daniel Filho já vai ajudar a manter essa perspectiva alta para este ano.

O senhor acredita que Se Eu Fosse Você 2 pode alavancar o interesse pelos filmes nacionais?
Sem dúvida. Quem assistiu e gostou - e pelo visto todos gostam, porque as salas estão lotadas -, na próxima oportunidade que tiver vai assistir a outro filme brasileiro, talvez no mesmo estilo.

Existe uma polêmica, endossada por um comentário feito no ano passado por um dos diretores da Ancine, de que o Brasil produz mais filmes do que sua atual capacidade de público. A causa dessa superprodução seria os investimentos que o governo tem feito nos últimos quinze anos. Não está na hora de o cinema ser mais independente das verbas do governo?
A questão da superprodução é fato. Foram 80 filmes lançados no ano passado. Os filmes que vão bem de bilheteria se pagaram, mas a maior parte dos filmes brasileiros, uns 95%, não se pagam na bilheteria e dependem de verbas do governo. Eu acho que é assim mesmo que tem de ser. Assim como escola não é um negócio que tem de dar lucro. Não se pode montar uma escola pública e depois resolver fechá-la por achar que ela é deficitária porque só tem 400 alunos e todo mês se põe dinheiro nela. Educação é obrigação do estado e cultura também.

Depender do estado não é um ponto fraco dessa indústria?
Pouco a pouco estão se abrindo outros canais. A O2 Filmes, minha produtora, por exemplo, tem um acordo com a Universal. Estamos produzindo um filme chamado Vips e fizemos no ano passado À Deriva. Metade do dinheiro era do governo e metade da Universal. Nessa nova produção, um terço do dinheiro é do governo e dois terços são dinheiro de verdade. Parcerias desse tipo estão surgindo para outras produtoras, mas sempre vai depender do estado. Na França, o governo banca. Até os Estados Unidos bancam um pouquinho. No México, não tem financiamento estatal e por isso eles estão mal também. Em quase toda parte do mundo em que o cinema é forte é o estado quem banca. O que está errado nessa equação, e talvez aí alguns colegas discordem, é o acesso. O governo financia o filme mas nem sempre os produtores dão a contrapartida social. O estado dá o dinheiro e o filme entra em um cinema que custa 14 reais. Quer dizer, o financiamento é para um público que pode pagar 14 reais de ingresso. Isso é uma distorção, acho isso errado.

E como pode ser feita essa contrapartida?
Depois de um período de exploração comercial no cinema e na venda de DVDs, o produtor que pegou dinheiro do estado tem necessariamente de ceder o seu filme para a TV pública ou para um cinema com ingresso mais barato. Só assim o cinema nacional vai chegar ao público. Toda vez que o Cinemark faz um dia por ano de cinema brasileiro a 2 reais eles lotam da primeira à última sessão de todos os filmes em cartaz.

Então o cinema brasileiro tem público?
Público tem, só que não pode pagar 14 reais para ir ao cinema. Agora, fazer o estado financiar um produto que vai ser visto por apenas uma parcela da população está errado. O estado tem obrigação com todos. Não é seu dever pagar para mauricinho vir aos Jardins assistir. E isso pode ser corrigido.

A crise financeira mundial pode piorar essa situação?
No cinema internacional a crise já chegou. A Universal, que fez um corte de 500 milhões de dólares no seu orçamento, já pediu para enxugar os gastos da parceria com a O2. No Brasil, eu acho que a gente vai sentir esse baque em 2010, porque a crise está chegando às empresas agora e o faturamento delas em 2009 vai ser mais baixo. O dinheiro que vai para o cinema é uma porcentagem do imposto. Todo mundo vai ter menos imposto a pagar e, portanto, vai ter menos dinheiro vindo do imposto. Quem está filmando em 2009 está fazendo isso com recursos do imposto de 2008. Quem for filmar em 2010 acho que tende a ficar sem dinheiro.

Em que o senhor está trabalhando no momento?
Estou terminando de montar uma minissérie intitulada Som e Fúria, de doze capítulos, que vai ao ar pela TV Globo em julho. Tenho dois projetos de longa e tenho de escolher um deles para filmar entre setembro e outubro deste ano. Estou esperando até o final de março para decidir qual deles vou fazer, se vou fazer. Eu aposto também na possibilidade de não fazer nada neste ano. Tenho uma casa para reformar, a minissérie... Talvez queira aproveitar um pouco mais da vida.

Como o senhor escolhe seus projetos?
É totalmente subjetivo. Eu era muito arrebatado, agora aprendi a ser mais paciente e pensar três vezes antes de tomar alguma decisão.

Quantos roteiros o senhor recebe e lê?
Recebo muitos e de vários lugares. Só nesta semana eu recebi quatro. Eu li um que é muito legal. É uma comédia familiar de um garoto de 15 anos que é massacrado pelos pais. Recebi outro que é baseado na biografia da colombiana Ingrid Betancourt. Um outro é a história de uma chinesa que vai procurar o marido dela que está escravizado em um posto de petróleo em Angola. Ela vai procurar o marido e se apaixona por um angolano. E o quarto é um megaprojeto sobre um herói de guerra inglês na Jamaica. Esse vai sair. É um projeto de 80 milhões de dólares.

O senhor tem pessoas específicas com quem prefere trabalhar?
Tenho: os amigos. Nessa minissérie que estou terminando para a Globo, por exemplo, trabalhei com um monte de gente com quem eu nunca tinha trabalhado antes na vida e nem conhecia pessoalmente e viraram meus amigos porque eram adequados para os papéis.

Seu nome virou sinônimo de material de boa qualidade e dimensão internacional. Qual é a receita do sucesso e como lidar com ele?
Trabalhar como um idiota e talvez uma certa dose de intuição. Mesmo assim, acho que esse tal de sucesso é poeira e passa, mais dia ou menos dia. O truque é não cair na cilada de acreditar que isso tenha algum valor.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

No meu Rio Grande, tchê!

Tem certas coisas que realmente não têm preço... Ontem me dei conta disso. Morei 3 anos e meio em Sampa e sempre escutava que se o RS era tão bom assim, porquê que eu tava morando lá em SP. E claro que sempre respondi que era por causa do trabalho e tal. Mas eu devo dizer que todos os paulistas tinham razão. Ontem eu vi estrelas no céu e os grilos a cantarem quando eu saí de uma pizzaria, que diga-se de passagem apresenta "far more" sabores do que as tão faladas pizzas paulistanas. E lá ouvir grilos e ver estrelas parece coisa de outro planeta e aqui a gente estava no perímetro urbano, sem distância nenhuma da "urbanização". Depois, tava num bar de um amigo, habitué como de costume, e a gurizada toda falando um gauchês muito "sinixstro", como diria um carioca. Os guris falaram o tempo todo em campo, em Uruguaiana, em capirava, tchê, bah!, "rave medicinal, municipal, bem gaudéria" e ainda o cara tinha uma foto de uma capirava bebê que ele tirou lá no campo. Que delícia!!! Eu sou do sul! Eu tava encantanda com o papo todo. Semana passada eu tava em Porto, minha querida capital gaúcha e apesar de todo o calor escaldante, o ar, a brisa de Porto sempre me deixou extasiada. Eu estou grata! Não quero menosprezar Sampa de jeito maneira, aprendi muito lá, conheci pessoas boas e ruins, conheci muito sobre o meu meio profissional, shows, jazz, novidades, cultura, Sampa agregou muito, masssss foi bom enquanto durou. Que agora eu quero durar por aqui mesmo. Porque aqui é a terra onde tudo que se planta cresce.
E o que mais florece é o amor...

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Let's get together - Madonna

A rainha está mais uma vez em menos de uma semana aqui no blog. No problemo!!! Ela merece...

Let's get together!!!!

<a href="http://www.joost.com/08200ey/t/Madonna-Get-Together-(Video)">Madonna - Get Together (Video)</a>

Daily Kabbalah TuneUp

Caiu como uma luva para mim:

Rav Ashlag, founder of The Kabbalah Centre in 1922, taught this: when going through pain, be happy about the process. It means your capacity for everything is being expanded. But, you must be happy about the process in order to let in the Light your pain revealed.

Otherwise, it's just never-ending. And that's when pain turns into suffering.

Today, when faced with uncomfortable thoughts, emotions or sensations, pay attention to any avoidance behaviors and allow yourself to resist. Know that it's happening to help you expand.

Just keep chewing until the bitter becomes sweet.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Madonna - Express Yourself, don't repress yourself

A rainha é quem manda!!! A gente só obedece...

Prática do Ho´oponopono

Eu sei que eu ando copiando mais do que propriamente escrevendo no meu blog, mas a fase é essa. Estou recriando pensamentos, hábitos, minha vida e preciso focar nisso. Quero copiar hoje aqui algo muito importante, que vai ajudar a todos nós a passar para essa nova fase de vida. Leiam, aproveitem e pratiquem! Namastê e muita LUZ!

Prática do Ho´oponopono

:: Rubia A. Dantés ::


Estamos em um tempo onde podemos contar com ferramentas tão simples para alcançar a cura que, pelos nossos velhos padrões, fica difícil acreditar que com tanta simplicidade podemos chegar a resultados tão positivos. Parece que a velha história de que tudo precisa de enorme esforço para acontecer, ainda tenta nos puxar para a velha energia.
Quando li a primeira vez sobre o Ho’oponopono, é claro que achei tudo tão simples e os resultados descritos tão grandes que me admirei um pouco, mas graças ao Grande Mistério, resolvi arriscar, afinal era tão simples, porque não tentar... E como já contei aqui, os resultados foram tão imediatos e surpreendentes que a partir de então nunca mais parei de fazer, naquela forma que aprendi. E passei a divulgar nos meus trabalhos e para meus amigos recebendo sempre um retorno muito positivo.

Como muitas pessoas tem se interessado por essa cura e me feito perguntas de como praticar, entendi que essa é uma oportunidade de divulgar algo simples, mas... que pode fazer a diferença na vida de muitas pessoas...
O que nos impede de ter uma vida plena, onde podemos exercer nossos Dons e desfrutar de toda felicidade que vem de estamos cumprindo o nosso propósito divino, sem esforço e com leveza, é o fato de estarmos presos ao passado em muitos nós que criamos ao longo das nossas vidas... À medida que desmanchamos esses nós que nos prendem ao passado, podemos estar mais inteiros e presentes para servir nesse momento tão especial do Planeta.

Antes esse era mesmo um processo demorado e muitas vezes muito doloroso, o que fazia com que muita gente desistisse dessa liberação.
Agora, temos muitas ferramentas disponíveis, onde essa liberação e cura das experiências passadas podem acontecer de forma suave e muito rápida.
E o Ho’oponopono é uma dessas ferramentas.
É claro que não adianta a gente limpar o que nos prende ao passado se continuamos a criar, no presente, os mesmos padrões que vão nos manter presos às mesmas velhas histórias. Por isso, é bom estarmos atentos ao que estamos criando no nosso presente... entendendo que está nos sendo dada a oportunidade de limpar todo um passado... para que possamos começar um novo tempo, sem culpas... medos... com mais Luz... Consciência e Amor .

Coloco abaixo um texto do Artista Plástico Al McAllister, que mostra de forma bem simples e clara, como praticar o Ho’oponopono. Ele também tem se dedicado a divulgar o Ho'oponopono, por também ter se maravilhado com este processo.

Como praticar o Ho’oponopono

Aqui você vai entender porque o intelecto não dispõe dos recursos para resolver problemas, ele só pode manejá-los. E manejar não resolve problemas.

Ao fazer o Ho’oponopono você pede a Deus, à Divindade, para limpar, purificar a origem destes problemas, que são as recordações, as memórias. Você assim neutraliza a energia que você associa à determinada pessoa, lugar ou coisa. No processo esta energia é libertada e transmutada em pura luz pela Divindade. E dentro de você o espaço vagado é preenchido pela luz da Divindade. Então, no Ho’oponopono não há culpa, não é necessário reviver sofrimento, não importa saber o porquê do problema, de quem é a culpa, sua origem.

No momento em que você nota dentro de si algum incômodo em relação a uma pessoa, ou lugar, acontecimento ou coisa, inicie o processo de limpeza, peça a Deus:
“Divindade, limpe em mim o que está contribuindo para este problema.”

Então use as frases desta seqüência: “Sinto muito. Perdoe-me. Te amo. Sou grato.” várias vezes, você pode destacar uma que lhe toca mais naquele momento e repeti-la. Deixe sua intuição lhe guiar.

Quando você diz “Sinto muito” você reconhece que algo (não importa se saber o que) penetrou no seu sistema corpo/mente. Você quer o perdão interior pelo o que lhe trouxe aquilo.

Ao dizer “Me perdoe” você não está pedindo a Deus para te perdoar, você está pedindo a Deus para te ajudar se perdoar.

“Te amo” transmuta a energia bloqueada (que é o problema) em energia fluindo, religa você ao Divino.

“Sou grato” é a sua expressão de gratidão, sua fé que tudo será resolvido para o bem maior de todos envolvidos.

A partir deste momento o que acontece a seguir é determinado pela Divindade, você pode ser inspirado a tomar alguma ação, qualquer que seja, ou não. Se continuar uma dúvida, continue o processo de limpeza e logo terá a resposta quando completamente limpo.

Lembre-se sempre: o que você vê de errado no próximo também existe em você, somos todos Um, portanto toda cura é autocura. Na medida em que você melhora o mundo também melhora. Assuma esta responsabilidade. Ninguém mais precisa fazer este processo, só você.

Aqui (mais uma vez) está a oração original da Morrnah, simples e poderosa:
“Divino Criador, pai, mãe, filho em Um...
Se eu, minha família, meus parentes e ancestrais ofendemos à sua família, parentes e ancestrais em pensamentos, palavras, atos e ações do início da nossa criação até o presente, nós pedimos seu perdão...
Deixe isto limpar, purificar, libertar, cortar todas as recordações, bloqueios, energias e vibrações negativas e transmute estas energias indesejáveis em pura luz...
Assim está feito.”

http://hooponopono.forumativo.com